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Mundo do Aço

A indústria brasileira de aço vê 2021 com otimismo. A expectativa do setor, segundo o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, é de que as vendas cresçam 5,3% no próximo ano e o consumo aparente de produtos siderúrgicos (produção destinada ao mercado interno mais importações) aumente 5,8% na comparação com os resultados de 2020. “O cenário positivo baseia-se na expectativa de um maior consumo de aço na construção civil e nas obras de infraestrutura e de maior participação da indústria nacional no setor de óleo e gás e de energia renovável”, diz o presidente.

Será, espera o setor, um ano menos surpreendente do que tem sido 2020. Como outros segmentos da economia, a indústria siderúrgica enfrentou bruscas e intensas oscilações de demanda, em razão, por exemplo, da interrupção das atividades de 65 fábricas da indústria automobilística e de 47% das indústrias de máquinas e equipamentos. São setores que, com a construção civil, respondem por mais de 80% do consumo interno de aço.

Como consequência, a indústria brasileira de aço chegou a operar com apenas 45% de sua capacidade instalada. A retomada começou em junho e, atualmente, o setor opera com quase 70% de sua capacidade, mais do que utilizava em janeiro, segundo o Instituto Aço Brasil.

Mello Lopes diz que nenhuma empresa associada ao instituto enfrenta problemas de abastecimento no mercado interno, “prioridade absoluta do setor”. Problemas de abastecimento relatados pela imprensa, segundo o presidente do Instituto Aço Brasil, “referem-se à reposição de estoques” e se concentram no segmento de distribuição de aço, não nas usinas siderúrgicas.

Em novembro, a produção brasileira foi de 3,0 milhões de toneladas, 9% mais do que o resultado de janeiro. Nos 11 primeiros meses de 2020, a produção de aço bruto alcançou 28,1 milhões de toneladas, 6,7% menos do que a de igual período de 2019.

Com a recuperação da demanda e da produção nos últimos meses, o Instituto Aço Brasil prevê que os resultados de todo o ano mostrem relativa estabilidade em relação a 2019. As vendas internas devem ter crescimento de 0,5%, alcançando 18,9 milhões de toneladas. O consumo aparente deve atingir 20,8 milhões de toneladas, 1% menor do que o de 2019.

Fonte: Estadão 

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