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Setor da construção civil deve fechar o ano com expansão de 7,6% crédito: Divulgação

Estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) projeta um crescimento de 2% na construção civil em 2022, caso a economia brasileira cresça entre 0,5 e 1,0%.

Em 2021, apesar da elevação constante nos insumos, o setor deve fechar o ano com expansão de 7,6%, o que corresponde ao melhor desempenho apresentado nos últimos dez anos.

O presidente da CBIC, José Carlos Martins, lembrou que, apesar do resultado positivo, o setor ainda está 27,44% inferior ao seu pico de atividades, alcançado no início de 2014.

“Podemos dizer que 2021 foi o ano do mercado imobiliário como reflexo do que aconteceu em 2020. A venda de hoje é o emprego de amanhã. O crescimento foi sustentado pelo que já estava contratado e não será possível manter o atual nível de desempenho do setor se não forem tomadas medidas urgentes para repor a capacidade de compra das famílias de baixa renda”, afirmou.

A projeção de crescimento em 2022 inferior ao de 2021 se deve, de acordo com a entidade, à alta das taxas de juros dos financiamentos, a queda do poder de compra da população e o mercado de trabalho fragilizado.

Para Robson Gonçalves, da Ecconit Consultoria, os anos serão muito diferentes de 2020 a 2022. “Com cenários tão distintos, olhar para 2022 de forma crítica nunca foi tão importante, por outro lado a construção civil vive de ciclos longos, por isso devem ser criados ambientes de negócios setoriais para plantar e colher mais à frente. O que nos deixa otimistas é o fato de que o setor teve um desempenho acima da economia em geral em 2021, e mesmo mudando um pouco em 2022, ainda vai continuar sendo um dado consistente”, afirmou.

Para 2022, enfatiza Martins, o crescimento será sustentado pelas obras que já estão contratadas e, especialmente, pelo incremento nos investimentos públicos e privados em infraestrutura, principalmente em programas de logística e transporte.

De acordo com o presidente da CBIC, essas ações vão impulsionar as atividades do setor e não será possível manter o atual nível de desempenho se não forem tomadas medidas urgentes para repor a capacidade de compra das famílias de baixa renda, com enorme risco de retrocesso na atividade.

“O ciclo precisa ser contínuo ou alimentado por novos negócios. Com a elevação dos juros do crédito habitacional, o crescimento do mercado imobiliário será inferior ao deste ano. Esperamos medidas por parte do governo para diminuir essa perda de compra daquelas famílias que mais precisam de moradia”, concluiu.

O levantamento é correalizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

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