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Mundo do Aço

Falta de matéria-prima deve manter indústria aquecida em 2021 crédito: Pixabay

O economista Silvio Campos Neto, da consultoria Tendências, disse ao jornal O Globo que a escassez de matéria-prima e a consequente necessidade de recomposição dos estoques indicam que o primeiro trimestre de 2021 será de aquecimento na indústria. Para ele, essa falta pontual de insumos acaba atrapalhando a retomada da economia, pois é produção que deixa de ser realizada. Mas, ao mesmo tempo, gera a necessidade de novos investimentos.  "A redução de estoques tende a manter a indústria aquecida no primeiro trimestre de 2021”, disse ele.

O economista disse, na reportagem, que o descasamento entre demanda e oferta aconteceu por uma série de fatores. No Brasil e no mundo, os governos deram estímulos (como o auxílio emergencial) que sustentaram o consumo. E, na pandemia, a demanda migrou de serviços para bens, o que levou à escassez de alguns produtos.

Pelo lado da oferta, a China, uma das grandes fornecedoras de insumos e peças, fechou regiões produtivas durante a pandemia, interrompendo o ciclo de produção. Outros países fornecedores de matérias-primas também tiveram paralisações com o fechamento da economia.

"A falta de matérias-primas, insumos e peças aumenta a pressão sobre os preços, levando à inflação. Mas acredito que será temporário, até que se recomponha a produção. A desvalorização recente do dólar, com um cenário externo mais favorável, também alivia o efeito câmbio sobre os preços”, explica Campos Neto.

Segundo levantamento da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), em novembro, 75% das indústrias de transformação no país enfrentaram dificuldades para conseguir insumos. E 54% delas tiveram problemas para atender os clientes. 

Na última sondagem da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), entre os itens em falta citados pelas empresas estão: papelão, cobre, materiais plásticos, componentes eletrônicos, aço carbono, latão, alumínio, aço silício e chumbo.

"Faltam embalagens, plásticos, peças de alumínio e até tecido. No caso do papel, por exemplo, houve queda na coleta de material reciclado na pandemia. Além disso, tem o problema da alta dos preços que atinge toda a cadeia, até chegar ao consumidor”, diz Renato da Fonseca, gerente executivo de Economia da CNI.

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