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Mundo do Aço

Construção civil terá forte crescimento em 2021, prevê o setor crédito: Shutterstock

Empresários ligados à construção civil projetam que 2021 será um ano de grande aquecimento do setor, dando continuidade ao movimento que surpreendeu a economia em plena pandemia.

“A pandemia teve um certo viés positivo para a construção civil porque as pessoas acabaram fazendo uma reflexão sobre a forma como estão morando e que é possível fazer um upgrade”, disse Diego Villar, presidente da construtora Moura Dubeux, à revista Exame. Ele vai além ao visualizar que “o ano de 2021 será um dos melhores para o mercado imobiliário”.

Quem também está bastante otimista com 2021 é a diretoria da Caterpillar, gigante do setor de máquinas para construção. A companhia projeta uma forte retomada da construção civil, puxada principalmente por obras da iniciativa privada.

“Não projetamos grandes obras do governo, mas no setor privado devemos ter vários projetos sendo executados ao redor do país”, afirma Odair Renosto, presidente da Caterpillar do Brasil, também em entrevista à Exame.

De acordo com a Sondagem da Indústria da Construção de dezembro, os empresários do setor possuem expectativas positivas para os próximos seis meses. Os resultados do trabalho sinalizam aumento na compra de insumos e geração de novas vagas.

A perspectiva é que a economia brasileira encerre o ano de 2020 com queda de 4,41% no PIB. A retração aguardada para a construção no ano é de 2,8%, pois, apesar da forte retomada no segundo semestre, não foi possível eliminar as perdas do início da pandemia. Para 2021, as expectativas para o país são positivas: é aguardada uma expansão de 3,5% para a economia brasileira.

De acordo com projeções realizadas pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a construção deverá crescer em 4% em seu PIB, o que seria a maior expansão do setor desde 2013 (4,5%).

Desabastecimento

O risco para esse desempenho é o desabastecimento. “Com esse PIB, seriam abertas cerca de 150 mil novas vagas de trabalho. Estamos otimistas, mas conservadores”, disse o presidente da entidade, José Carlos Martins.

Na visão dos empresários da construção, conforme sondagem realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com o apoio da CBIC, o principal problema que eles enfrentaram no 3º trimestre do ano foi a falta ou o alto custo de matéria-prima.

De acordo com o INCC-Materiais e Equipamentos, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a alta de preços no período de janeiro a novembro foi de 17,72%, a maior do período pós-real. Alguns insumos chegaram a registrar aumentos superiores a 50% no mesmo período.

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