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Mundo do Aço

Baixa oferta global de aço preocupa indústria no Brasil e no mundo crédito: Washington Alves/Light Press

O crescimento no setor da construção é um fenômeno mundial e deve pressionar a oferta global de aço nos primeiros meses de 2021, segundo consultorias internacionais.

Além da construção, a recuperação, embora lenta, do setor automotivo e o aumento da demanda por produtos da linha branca na China e na Europa também são fatores determinantes para o aumento do consumo mundial do produto.

De acordo com analistas em siderurgia da consultoria Fastmarkets, o impacto desse cenário nos preços é inevitável, levando-se em conta que os estoques mundiais seguem baixos, apesar de as siderúrgicas estarem retomando a produção após a paralisação no início da pandemia.

“Prevemos que os preços atingirão seu pico no final do primeiro trimestre de 2021”, afirma relatório da consultoria, acrescentando, no entanto, que as previsões de preços foram aumentadas para todos os trimestres de 2021.

Relatório sobre panorama da siderurgia mundial publicado nesta terça-feira pela Global News Wire, confirma a tendência.  “O uso crescente de chapas de aço em aplicações automotivas e o uso extensivo de vigas e pilares de aço no setor de construção estimularam a demanda do mercado de aço bruto”, diz o documento.

Os principais países produtores de aço são China, Japão, Índia e Estados Unidos, com a China detendo a maior participação. Nos EUA, a previsão para o primeiro trimestre é que a escassez de importações e a produção insuficiente de aço continuem a pesar no mercado.

Para o Brasil, o cenário não é diferente. Embora as siderúrgicas tenham garantido que não faltará aço para a indústria nacional, a realidade é que o mercado demonstra desequilíbrio entre a oferta e a demanda. Isso preocupa especialmente o setor da construção, que vem sofrendo com aumento de custos e falta de matéria-prima, assim como a indústria em geral.

O presidente-executivo do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, comentou no inicio do mês que a oferta atual do material é suficiente para cobrir o consumo real, mas não há volume suficiente para refazer os estoques. No entanto, como as projeções para o ano indicam crescimento de 10% no consumo interno, pode haver escassez. Já o Instituto Aço Brasil, que representa as siderúrgicas, informa que o setor dará conta da demanda.

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