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Mundo do Aço

Arcelor reativa Barra Mansa e planeja novo ciclo de investimentos crédito: Arcelor Mittal/Divulgação

Maior grupo siderúrgico do Ocidente, a ArcelorMittal vê espaço para ganhar mais mercado em aços de alto valor agregado no Brasil. Neste ano retomou um investimento que estava paralisado em São Francisco do Sul (SC) e já começa a definir novo ciclo de expansão na unidade industrial de Tubarão, Espírito Santo. É um plano de longo prazo, a ser realizado em fases, após 2023 até o final da década. Já recebeu trabalhos preliminares e engenharia básica para lay-out, logística e outros serviços.

“Vamos replicar aqui em Serra a operação de Vega [como a unidade catarinense é conhecida]”, disse Benjamin Baptista Filho, em entrevista ao Valor. O executivo é presidente da ArcelorMittal Brasil, que engloba aços planos e longos e outros negócios, inclusive fora do país, e também CEO de Aços Planos na América do Sul.

Baptista vai passar o bastão a dois outros executivos do grupo no próximo dia 30, após longa carreira no grupo. “Esse novo ciclo ficará a cargo do Jorge [Luiz Ribeiro de Oliveira], que também vai completar nosso investimento em Vega, de US$ 350 milhões”, diz. Baptista vai presidir o conselho de administração da ArcelorMittal Brasil.

A expansão no Sul, reativada a partir de fevereiro, será concluída em dois anos, encerrando a fase de investimentos no site de Vega.

Oliveira, prata da casa, que entrou na empresa aos 21 anos de idade na função de “engenheiro trainee”, foi designado novo CEO de Aços Planos na região a partir de 1º de outubro. Desde o fim de agosto, “importado” do Alabama, EUA, onde comandava um negócio do grupo, o executivo vem fazendo a transição com Baptista.

“Replicar Vega” no site de Serra, municipio capixaba colado à capital Vitória, significa instalar equipamentos aptos a produzir ao menos 2 milhões de toneladas por ano, com investimentos altos - nada menos que US$ 1 bilhão -, considerando que em Serra há grande parte da infraestrutura.

“Será um projeto feito em etapas, assim como foi Vega, que começou a operar em 2003. Poderá começar com metade do previsto, uns US$ 500 milhões, mas tudo isso dependerá da evolução do mercado e da aprovação do alto comando do grupo”, observa Baptista. O grupo tem à frente o empresário Lakshmi Mittal e seu filho Aditya Mittal, atual CEO, que estão baseados em Londres.

Com todas as inovações tecnológicas que virão no futuro, as novas instalações vão ofertar ao mercado chapas e bobinas laminadas a frio e as galvanizadas, que são anticorrosão. Os mercados-alvos são carrocerias de automóveis, bens de linha branca (como geladeira e máquinas de lavar), construção civil (telhas, painéis, steel decks), agronegócio (silos) e geração de energia renovável.

Vega, com a expansão em curso, que entrará em operação por volta de setembro de 2023, ficará apta a fornecer 2,2 milhões de toneladas de produtos laminados, reforçando a competição com as rivais Usiminas e CSN. “Aí encerramos a utilização desse site, saindo à frente de nossos concorrentes entre um e dois anos”, diz Baptista. Segundo ele, o mercado para esse tipo de material vai continuar em crescimento no país.

Uma das vantagens para o novo projeto em Serra é que a logística de abastecimento deixará de existir - hoje a matéria-prima (bobinas laminadas a quente) viaja em barcaças e cabotagem até São Francisco do Sul. As novas instalações ficarão dentro do site capixaba, que ocupa uma área de 13 quilômetros quadrados coberta por 3 milhões de árvores.

A usina de Tubarão é um mastodonte apto a fazer 7,5 milhões de toneladas de placas por ano, operando três altos-fornos. Desse volume, 4 milhões alimentam o laminador de bobina a quente, que ganhará cerca de 10% de capacidade extra, indo a 4,5 milhões de toneladas. “Hoje não há mais como elevar capacidade de produzir aço bruto (placas) aqui em Serra, apenas de produtos com valor agregado, que serão voltados para o mercado brasileiro”, reforça Baptista.

Operando ao nível máximo da capacidade desde o fim de outubro, a ArcelorMittal Tubarão prevê fazer 7,3 milhões de toneladas de produtos neste ano no site de Serra - placas e laminados a quente. Parte do volume, 1,5 milhão de bobinas a quente, será transformada em Vega e vendida como material a frio e galvanizado (mais nobre).

As vendas da empresa em 2021 serão mais de 50% para o exterior devido gerar maior volume de semi-acabado (placas). Cerca de 3 milhões de toneladas vão suprir outras operações do grupo nos EUA (Calvert), Canadá e Europa. A empresa exporta ainda 1,1 milhão de toneladas de laminados a quente para países da América do Sul.

No futuro, com mais da metade de produtos de alto valor agregado, a situação se inverte: a predominância será do mercado local.

No ano passado, a ArcelorMittal Brasil reportou receita líquida de R$ 33 bilhões, quase 2% superior que a de 2019. A subsidiária - que tem operações em vários segmentos de produtos siderúrgicos - encerrou 2020 com lucro líquido R$ 1,23 bilhão, valor 16% maior que no ano anterior.

Aciaria de Barra Mansa já voltou a operar

A ArcelorMittal acaba de retomar oficialmente as operações da Aciaria na unidade de Barra Mansa (RJ). Foram investidos R$ 19 milhões no projeto em segurança, reforma e melhoria de equipamentos utilizados na produção.

Segundo a empresa, a retomada das atividades na aciaria é fruto do crescimento da demanda do mercado de aço e pela expectativa de crescimento econômico do país. Foram gerados, desde abril, cerca de 130 novos empregos diretos.

Tatiana Nolasco, diretora de Negócios Industriais das unidades de Barra Mansa e Resende, informou que a empresa está atenta às dinâmicas de mercado e às possibilidades de novos projetos e investimentos na região. "Investimos muito nessas unidades nos últimos três anos em termos de processo, tecnologia e segurança das pessoas e dos ativos. Para viabilizar o retorno da Aciaria, após 2,5 anos de paralisação, priorizamos investimentos para garantia da segurança, das pessoas e dos processos”.

Fonte: Valor 

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