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Mundo do Aço

Aço caro: Indústria automotiva e siderúrgicas travam crédito: Inês Campelo/Divulgação

Apesar da queda de 31,6% na produção provocada pela parada das montadoras e revendas, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) considera "surpreendente" a reação ao longo do ano. O presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes, afirmou que o setor aumentou a atividade com mão de obra temporária, por não saber se a retomada é firme. 

Em conversa com Moraes num pequeno grupo de jornalistas (virtual, claro), a coluna quis saber como a dificuldade no suprimento, do aço ao plástico, afeta esse setor que reúne tantos componentes. O executivo respondeu que a situação rendeu "briga de pitt bulls" entre siderúrgicas e montadoras, por abastecimento e preços. 

Em outubro, pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que escassez de insumos e matérias-primas afetava 68% das fabricantes, como a coluna registrou. Em novembro, dado mais recente disponível, o problema cresceu para 75%. E como Getulio Fonseca, diretor da PerfilLine, relatou à coluna no ano passado, houve alta de até 90% no aço, uma das principais matérias-primas de veículos.

"As áreas de logística acompanham 24 horas ao dia onde estão as peças. As montadoras estão ajudando até os fornecedores de seus fornecedores a garantir o fornecimento. Conseguimos alcançar o bom nível de produção em dezembro por isso. Mesmo quando a falta de componentes provoca microparadas, procuramos compensar com com horas extras, trabalho aos sábados. Reduzimos o período de paralisação por  férias coletivas no final de ano para mitigar o problema. Estamos monitorando as peças importadas, vendo se embarcaram mesmo e, em alguns casos, apelando para o frete aéreo para antecipar a chegada, mesmo com custo muito mais alto",  afirmou Moraes.

O depoimento rico em detalhes dá uma ideia mais precisa do tamanho do nó na cadeia global de suprimentos e das possíveis pressões sobre preços. A coluna quis saber se os custos extras serão repassados, mas o executivo evitou se comprometer:

 "Depende da situação. Há custos muito mais altos, mas as montadoras estão usando essas ferramentas para reduzir risco de parada de produção por falta de peças. Fizemos e vamos continuar fazendo isso. Esperamos que a segunda onda não traga risco adicional. Mas o trabalho de logística das empresas merece elogios, porque exigiu muito de todos", afirmou.

Além do aço, há problema com resinas plásticas e borrachas, relatou Moraes. Foi para evitar repasse às distribuidoras do "grande impacto do aço", explicou o executivo que houve "negociações muito fortes com a indústria do aço", que alegava aumento na cotação do minério de ferro para cobrar mais.

 – As negociações ocorreram em cada empresa, e foi uma briga de pit bulls entre siderúrgicas e montadoras. Cada uma tem um impacto diferente de custo e está avaliando como administrar, se vai ou não repassar totalmente.

Nesse cenário, disse Moraes, a indústria passou a acrescentar, ao acompanhamento diário dos indicadores econômicos, as perspectivas sobre o início da vacinação. Conforme o presidente da Anfavea, as montadoras vão ajudar no que for possível, desde na cedência de espaço para aplicação das doses até a cedência de veículos, como fez no início da pandemia. A coluna quis saber como está o planejamento das atividades, dado o tamanho da incerteza:

– Curto prazo é uma semana, médio prazo é um mês e longo prazo são seis meses. 

Fonte: GaúchaZH 

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