Aspectos legais da construção

A construção de uma edificação exige que sejam considerados e atendidos diversos aspectos, principalmente os de caráter legal, que têm início já na escolha do lote.

A legislação é muito ampla, e varia de um local para outro, motivo pelo qual recomenda-se, para todos os casos, a contratação de um profissional (arquiteto ou engenheiro). Entretanto, é bom saber o que ela envolve.

A primeira questão refere-se às cláusulas contratuais do loteamento, que procuram uniformizar o bairro e, muitas vezes, são até mais severas que o Código de Edificações do município. Elas podem definir, por exemplo, o número de pavimentos, a taxa de ocupação (percentual, em relação à área total do terreno, ocupada pela projeção da construção sobre o terreno), o coeficiente de aproveitamento (índice que estabelece a relação entre o total de área construída e a área do terreno) e a adoção de recuos maiores que os previstos em lei.

Se o lote pretendido está no litoral, em região de mananciais (junto a represas ou bacias hidrográficas) ou em área de floresta nativa, as exigências legais se multiplicam. No caso do litoral, muitas faixas de terra são bens permanentes da Marinha Brasileira; paga-se o preço de mercado do lote, mais uma taxa à Marinha para ocupá-lo e ainda é preciso cumprir as exigências para sua ocupação. Geralmente, não se constrói ao longo de uma faixa de 30m, contados a partir da maré alta; nela, só são permitidos equipamentos de lazer e jardins, desde que não comprometam a paisagem.

Em área de proteção aos mananciais, o problema está mais na taxa de ocupação e no coeficiente de aproveitamento, visando prejudicar o menos possível a vegetação nativa. Árvores centenárias não podem ser derrubadas; muitas vezes, elas são identificadas pelo diâmetro do seu tronco, e precisam estar indicadas no levantamento planialtimétrico.

No caso das matas naturais, por maior que seja o terreno, a taxa de ocupação e o coeficiente de aproveitamento serão bastante pequenos, para que a construção da edificação não caracterize um desmatamento. Ao visitar o loteamento, deve-se verificar se o mesmo está em região protegida por lei especial.

Principalmente em cidades grandes, não é incomum estar tramitando, nas esferas municipal, estadual ou mesmo federal, projetos que impliquem, futuramente, na desapropriação parcial ou total de áreas - e, conseqüentemente, na sua desvalorização, pois esse procedimento não respeita os valores de mercado.

Ao pensar em comprar um terreno urbano, é necessário conferir se há, no bairro, algum projeto de porte, como uma alça viária, a duplicação de uma avenida, a construção de prédio público ou até a urbanização de uma praça, o que poderá levar parte do lote.

O profissional pode identificar a classificação do lote quanto à sua localização, o que a legislação de zoneamento permite construir e se há projetos para alteração do uso do solo nas imediações.

Uma vez resolvidos os prováveis problemas que envolvem a compra, é preciso definir o profissional responsável pelo projeto. O custo do projeto é pessoal, embora o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) possua uma tabela de honorários que serve de parâmetro para os profissionais. A escolha de um profissional que já atue na cidade é uma boa alternativa, tendo em vista que ele, com certeza, já deve estar cadastrado junto à respectiva prefeitura.

Os procedimentos legais e burocráticos junto à prefeitura devem ser cumpridos pelo arquiteto ou pelo proprietário, ou por terceiros, com a devida procuração legal. Os documentos exigidos normalmente são:
• o título de propriedade do imóvel, devidamente registrado (escritura);
• cópia das folhas 1 e 2 da notificação/recibo do IPTU;
• memorial descritivo, especificando os materiais a serem utilizados, em duas vias (assinadas pelo autor do projeto e pelo proprietário);
• peças gráficas (plantas, implantação, cortes, fachada principal, tabela de iluminação e ventilação com carimbo próprio da prefeitura, assinadas pelo autor do projeto, pelo responsável pela obra e pelo proprietário);
• levantamento planialtimétrico em duas vias (elaborado por profissional habilitado ou pelo próprio arquiteto);
• vias da taxa recolhida para o CREA, com base no valor cobrado pelo arquiteto e na metragem quadrada, sem a qual a prefeitura não libera o Alvará de Construção;
• cópia do recibo atualizado dos profissionais envolvidos e cadastrados na prefeitura;
• cópia da carteira do CREA dos profissionais;
• comprovante de pagamento das taxas e emolumentos exigidos pela prefeitura (que variam de cidade para cidade) referentes ao andamento do processo a ser instaurado.

Caso o setor municipal responsável pela liberação do Alvará de Construção encontre alguma irregularidade, emitirá um Comunique-se, ou seja, um comunicado oficial do problema encontrado e um prazo para que este seja sanado; deve-se ficar atento aos prazos do Comunique-se, para que as pendências sejam resolvidas em tempo hábil.

As prefeituras, via de regra, exigem que o canteiro construído na obra seja cercado por tapumes, dão um prazo para seu cumprimento e cobram uma taxa para sua execução (embutida nos comprovantes exigidos antes da aprovação do projeto).

Todos os profissionais que trabalharão na obra (à exceção dos autônomos) precisam ser registrados de acordo com as normas no Ministério do Trabalho, pagando a Guia de Recolhimento da Previdência Social. Em um quadro de avisos, em local visível, estarão os nomes dos empregados, horários de entrada e saída e horário de funcionamento da obra.

Na obra ficará uma cópia da planta aprovada e o Alvará de Construção. De acordo com a legislação, deve haver um banheiro, mesmo que os empregados não durmam no alojamento. A obra ainda deverá ter ligação de água e luz e a placa do autor do projeto e do responsável técnico em lugar visível: se um fiscal do CREA não a localizar, pode multar o profissional com base em lei federal.

Dependendo da situação do terreno, são estipulados horários para carga e descarga, da entrega do material de construção aos bota-foras de terra. A legislação é específica demais, mas os horários usados visam evitar que a construção incomode a vizinhança.

A fiscalização de obras, na verdade, não existe para aterrorizar os proprietários, mas para impedir que a legislação seja ferida. Quando algum tipo de irregularidade é encontrado - a construção não confere com a planta aprovada, foram feitas alterações no projeto original, há desrespeito às leis trabalhistas -, o fiscal deve emitir uma Notificação ao proprietário ou profisional responsável pela obra. A exemplo do Comunique-se, a Notificação não é uma penalidade em si, mas um documento legal, com prazo para que o proprietário ou o profissional apresente a solução do problema. Quando a irregularidade é muito grave, pondo em risco a integridade física dos pedestres ou casas vizinhas ou sendo obra clandestina, o fiscal tem poderes para embargar (paralizar) a obra.

Uma vez embargada, é dado um prazo para regularizar (ou justificar) a irregularidade que gerou o embargo, pagando uma taxa correspondente às adotadas na religação de água ou luz quando interrompidas por falta de pagamento.

Concluída a obra, visitados os guichês que comandam os aspectos legais da construção e cumpridas todas as obrigações técnicas e legais, é emitido o mais almejado dos documentos para quem constrói: o Habite-se. Sem ele, não é possível ocupar o imóvel; com ele, acaba a interferência municipal sobre a construção.

Como construir uma Adega

Uma adega pode ser comparada a um quarto de dormir: deve ficar na penumbra, ser silenciosa e não apresentar odores. Isso porque sua maior atração - o vinho - exige uma série de cuidados específicos na sua conservação, ao contrário de outras bebidas como destilados, licores ou aperitivos, que são mais resistentes a alterações de luz, temperatura e som. Para tanto, é necessário observar os os seguintes aspectos:

• LOCAL 
Os lugares mais apropriados são aqueles distantes das fontes de calor como tubulações de água quente, fogão e motores (estes, ainda tendo como agravantes a vibração das máquinas), além dos próprios raios solares. A implantação mais favorável é na face sul das casas ou no seu cômodo mais sombrio. É fundamental que a adega, independentemente das suas dimensões, tenha uma boa aeração, impedindo assim o acúmulo de umidade e o conseqüente surgimento de fungos e bolores.

• USO E DIMENSÕES 
É importante definir o que se espera da adega. Se, além da armazenagem de bebidas, deseja-se que o local também se destine a reunir os amigos para uma degustação, é necessário isolar esta área de convívio da dos vinhos, uma vez que a presença constante de pessoas interfe no seu "descanso" (quatro pessoas causam um aumento de temperatura de até mais de 1ºC). Numa antecâmara podem ficar os vinhos de consumo imediato, que dispensam maiores atenções, separada, se possível, da câmara da adega por um pequeno corredor, permitindo assim a manutenção de cada ambiente com sua própria temperatura. As portas devem receber vedação adequada (com a colocação de fitas adesivas de borracha esponjosa nas juntas, por exemplo) e molas para o fechamento. Em relação às dimensões, num pequeno espaço de 2 x 1m chegam a caber 400 garrafas.

• MATERIAIS 
Para neutralizar o barulho externo, as paredes devem ser revestidas com materiais de bom isolamento acústico, como a cortiça e a espuma de poliuretano. Também o poliestireno expansível (EPS) pode ser utilizado, tendo em vista suas características de isolamento térmico, além de evitar a invasão de formigas e cupins. A própria construção da adega pode ser feita com materiais que já atendam satisfatoriamente a essas necessidades, tais como tijolos maciços de barro e pedras.

• ARMAZENAMENTO 
O ar quente está sempre no alto; portanto, as garrafas de vinho tinto devem ser colocadas na parte de cima das prateleiras, e, mais abaixo, as de vinho branco. Devem ser evitados nichos para duas fileiras de garrafas (frente e fundos), pois uma interferirá no descanso da outra ao ser manuseada. Quanto às prateleiras, as de madeira (como o cedro maciço e o pinho, fáceis de ser trabalhados e resistentes ao apodrecimento e aos insetos) são as mais comuns. Existem várias formas de montá-las, mas o importante é que elas tenham uma pequena inclinação para a frente, permitindo manter o líquido em contato com a rolha, impedindo a sua evaporação e seu contato com o oxigênio. Outra alternativa interessante é a colocação de nichos formados por blocos cerâmicos vazados.

• TEMPERATURA E UMIDADE 
A temperatura é a alma e o grande segredo da adega. Ela deve ser fria (em torno de 12 a 18ºC), e as oscilações não devem ultrapassar 0,5ºC, sob pena de comprometer o processo de envelhecimento do vinho. Em locais mais quentes, a manutenção dessas temperaturas pode requerer o uso de condicionadores de ar específicos para adega, pois os comuns estão, normalmente, dimensionados para funcionar a 22ºC, temperatura altíssima para as bebidas. O equipamento de climatização trabalha ininterruptamente, retirando todo o ar quente através do evaporador, instalado dentro da adega, e lançando ar frio pelo compressor, colocado na parte externa da casa. Ele mantém os níveis exatos de temperatura e umidade, outro fator muito importante na conservação dos vinhos. A umidade relativa do ar adequada é em torno de 70%. Quanto à iluminação, deve-se optar pelas lâmpadas de baixíssima potência.

• LIMPEZA 
Não devem ser usados produtos de odor forte, pois podem ser absorvidos pelo vinho, a longo prazo, o que alterará seu sabor. Basta água e sabão neutro ou mesmo um pano seco ou espanador.

Saiba como calcular o material para sua obra.

Na hora de calcular a quantidade de material a ser utilizada na obra, seja construção ou reforma, arquitetos, engenheiros e técnicos são unânimes: é preciso prever bem as perdas – que ocorrem do transporte ao manuseio. O cálculo evita desperdício e a dor de cabeça de ter de voltar à loja para comprar mais e correr o risco de não encontrar o produto, em falta ou já fora de linha. 

A maioria dos especialistas aponta uma margem de segurança de 10%, mas nem todos os materiais aceitam esse índice. "É uma boa margem para tijolos, telhas e blocos de concreto", afirma o arquiteto Carlos Augusto Faggin, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da Universidade de São Paulo (USP). 

Mesmo para aqueles materiais em que a margem é aplicável, existem muitas situações que podem aumentar ou diminuir a quantidade necessária. Áreas com pisos e azulejos estampados, por exemplo, consomem mais peças, pois pedem mais recortes para compor os desenhos. Já as áreas de grande dimensão terão perda menor, pois haverá menos recortes. 

São detalhes que podem complicar a obra. Por isso, é bom consultar um arquiteto ou um engenheiro. "É preciso fazer um projeto e discuti-lo bem antes de fazer as compras", diz o engenheiro Nelson Ferraz, coordenador da Divisão Técnica de Gerenciamento de Empreendimentos do Instituto de Engenharia. Confira: 

Telhas de barro 

Como têm grande variação de tamanho, até de uma região para outra, o cálculo fica mais difícil. O professor Carlos Augusto Faggin, da FAU-USP, dá uma dica bastante prática: monte no chão 1m² com as telhas e veja quantas foram necessárias. Aplique a "folga" de 10% a mais, depois de calcular o total necessário para a área do telhado. Mas é preciso não se esquecer da inclinação do telhado: quanto maior a inclinação, maior será o número de telhas gastas. 

O engenheiro Jorge Saback Filho, gerente de Obras de Residências da Archiplanta, faz um alerta: o grande problema das telhas de barro é sua qualidade. Peças ruins terão perda maior e a margem de 10% pode não ser suficiente. 

Azulejos 

Calcule a área real, isto é, desconte portas e janelas. A Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica (Anfacer) recomenda uma margem de 10% a mais no cálculo. Mas lembre-se de levar em consideração se as peças são lisas ou estampadas – estas têm perda maior, pois será preciso encaixar os desenhos. 

Os azulejos são usados em áreas que geralmente requerem manutenção, principalmente por causa das instalações hidráulicas. É bom já calcular uma pequena sobra para estoque de pelo menos uma caixa, para reparos futuros, pois encontrar a mesma tonalidade de cores é quase impossível, mesmo para as peças mais simples, e as cerâmicas saem facilmente de linha. 

Pisos 

Deve-se levar em conta o tamanho das placas e da área. "Quanto maior a dimensão da placa, maior é a perda", explica o professor Faggin, da FAU. Para peças de até 15 cm, ele recomenda uma margem de segurança de 5%; e para de 30 cm ou mais, de 10%. Em contrapartida, áreas maiores terão perda menor, pois haverá menos recortes. Como no caso dos azulejos, é melhor ampliar a margem de folga se as peças forem estampadas. 

Pisos postos em diagonal também têm mais recortes e, portanto, maior consumo, lembra Saback Filho, da Archiplanta. Para áreas com até 10m², o engenheiro aconselha 20% a mais para colocação reta e 35% para em diagonal. Áreas superiores devem ter margem de 10% e 20%, respectivamente. É aconselhável ter um estoque, para manutenção futura, de pelo menos uma caixa. O rodapé, se feito do corte do piso, deve ser calculado separadamente. Saiba que uma placa fará duas unidades de rodapé, pois o "miolo" vai apresentar "rebarbas" indesejáveis. 

Tijolo baiano ou de barro maciço 

O cálculo depende do tamanho do tijolo e da largura da parede. O melhor é seguir a instrução do fabricante ou fornecedor e aplicá-la sobre a área, lembrando-se do índice de 10% a mais como prevenção. Saback Filho, da Archiplanta, dá uma dica: "Devemos levar em conta toda a área da parede, ou seja, não dar desconto em portas, janelas e outros vãos.” 

No caso de uma parede de tijolos maciços que ficam à vista, um ponto importante são os cantos externos. "Alguns fabricantes já fornecem os tijolos cortados para serem colocados nesses cantos, diminuindo assim as perdas", explica o engenheiro. 

Bloco de concreto

Tem tamanho variado, portanto ‚ melhor seguir a indicação do fabricante ou fornecedor. O arquiteto Faggin, professor da USP, aconselha aplicar a margem de 10% de sobra. 

Cimento 

Como tem "vida curta" – começa logo a empedrar –, o principal fator a ser considerado no cálculo da quantidade é o tempo. "Não se deve comprar cimento para muitos dias", explica Nelson Ferraz, coordenador da Divisão Técnica de Gerenciamento de Empreendimentos do Instituto de Engenharia. Segundo ele, é melhor comprar o suficiente para usar em 15 dias, já que nem sempre as condições de armazenamento na obra são as ideais. 

Argamassa

Para assentamento de tijolos, a média é de 10 a 14 quilos por metro quadrado e depende do tipo de tijolo. Para uso em revestimento (que tem um tipo específico: o cimento e cola), é de 5 quilos por metro quadrado. 

Tinta 

O rendimento varia de marca para marca, do tipo utilizado (PVA, acrílica, elástica, etc...) e da quantidade de demãos que serão necessárias para a cobertura perfeita da superfície. O melhor a fazer é consultar as instruções do fabricante contidas no produto e calcular a área a ser pintada (altura x largura) descontando-se os vãos, como portas e janelas. Alguns fabricantes informam uma fórmula básica para descobrir quantos galões de tinta serão necessários. Adote a equação abaixo para tintas, fundos e massas, sem esquecer que o consumo por metro quadrado pode variar em função da porosidade da superfície e da técnica a ser empregada. 

Consumo de galões = metragem quadrada X número de demãos 
rendimento por galão informado pelo fabricante 


Para evitar desperdícios, o engenheiro Saback Filho aconselha deixar a pintura para a última etapa. "A pintura é o último passo de uma obra ou reforma, portanto deve ser iniciada apenas quando não há mais nenhum serviço a ser executado", diz. Isso evita a perda com retoques ou outras demãos se houver necessidade de fazer a mudança, por exemplo, de um ponto elétrico. 

O professor Faggin tem uma dica para quem for usar cores preparadas em misturadores: é preciso aplicar no cálculo a margem de 10% a mais para não correr o risco de o produto acabar antes do fim da pintura, pois será difícil obter novamente a mesma tonalidade. Esse problema não ocorre com as cores prontas. 

O que fazer com as sobras 

O material aproveitável pode ser dado a amigos, doado a instituições de caridade ou mesmo vendido a museus e cemitérios de peças.

Fonte: planetaimovel.com.br

Conheça as funções dos operários envolvidos na construção civil

Encarregado Geral de Obras: Planejar, organizar e monitorar as atividades de construção civil, montagens e instalações eletromecânicas, e lançamentos de cabos em Linhas de Transmissão. 

Mestre-de-obras: coordenador das atividades do carpinteiro, pedreiro, servente e armador, controle de planilhas de material, interpretação de produção, analisar relatórios, identificar falhas no serviço.


Pedreiro: irá fazer preparação de massas, organização do local da obra, aplicação de revestimentos, disponibilizar materiais para a obra.


Servente: irá auxiliar o carpinteiro e o pedreiro, remoção de materiais, desmontar alvenaria, cortar materiais, definir etapas de serviços, preparação de massas.


Carpinteiro: irá fazer a montagem de formas de madeira, conferir esquadros, planos de corte de peças de madeiras, distribuição de cavaletes.


Auxiliar de pedreiro: auxiliar do pedreiro na preparação de massas, organização e limpeza do local da obra, disponibilizar materiais para a obra.


Armador de ferros: produção de armação e corte de ferragens, analisar medidas, montar gabaritos para corte, fixar estribos, montar barras em geral.

Proteção contra ferrugem

As peças de ferro, como portões e esquadrias, podem ser encomendadas já com tratamento de fábrica. É a galvanização, ou seja, um banho de zinco que evita a oxidação do metal.

Porém, no caso das peças já estarem instaladas, a proteção pode ser feita através do seguinte processo:
• lixamento da superfície para eliminar qualquer tipo de sujeira;
• lavar com água e sabão e enxugar bem; passar uma pano com aguarrás;
• aplicar, com pistola, trincha ou rolo, uma demão de zarcão, deixando secar por 12 horas;
• lixar e remover o pó e passar nova demão, aguardando 18 horas;
• pintar a peça com duas camadas de esmalte sintético acetinado ou brilhante na cor desejada, com intervalo de secagem de 6 horas.

Esta proteção dura até 10 anos.

Obras no período de chuva

A execução de obras durante o verão (época de chuvas) normalmente implica em um gasto maior do que o verificado em períodos de estiagem, pois a chuva pode deixar os trabalhadores parados, desfazer serviços prontos e estragar materiais mal armazenados. Contudo, um planejamento adequado e a adoção de certos cuidados podem evitar maiores prejuízos.

O ideal é que a fase de fundações seja concluída o mais rapidamente possível. Para essa etapa, pode-se usar uma cobertura plástica sobre a área de escavação das fundações.

O tipo de sistema construtivo também pode ajudar: o mais indicado é o de estrutura independente, em que sobe-se primeiro a estrutura da construção, que logo após é coberto com plástico ou, se possível, com o telhado definitivo, possibilitando que os trabalhos seguintes sejam feitos em local seco.

Pode-se construir a casa com tijolos cerâmicos ou blocos de concreto, que reduzem consideravelmente os acabamentos externos e internos necessários. Vale lembrar que o concreto usinado, embora mais caro, tem secagem muito mais rápida do que o produto feito na obra. Se for preciso, inclusive, pode ser usado um acelerador de secagem de concreto (tipo aditivo).

No caso de sobrados, por algum tempo pode-se usar, como cobertura, a laje que serve de forro do telhado ou de piso do segundo pavimento, evitando assim o trabalho a céu aberto. Assim, o telhado fica para um momento mais tranqüilo na obra, devido à sua complexidade.

Não se deve persistir na execução de alguns itens quando a umidade no ar for muito elevada ou no caso de chuvas iminentes. O exemplo vale principalmente para a abertura de valetas durante as fundações, a execução dos contrapisos ou das alvenarias a céu aberto. A insistência nessas situações significa serviço a ser refeito. Além do gasto com materiais, os operários podem pedir para receber em dobro pelo trabalho se não estiverem sendo bem administrados.

A mão-de-obra é um fator que exige administração séria e profissional. Uma primeira dica é sempre fazer sua contratação por empreitada. Divide-se a construção em etapas e paga-se cada uma delas, após sua execução. Dessa forma, o construtor não é tão prejudicado se as chuvas se prolongarem por vários dias. É claro que, para administrar os trabalhadores, é preciso jogo de cintura. O adiantamento de uma parte de pagamento, durante as chuvas, evita que os operários desistam do serviço. É importante que os funcionários estejam legalmente contratados para que mais tarde não fiquem pendentes problemas trabalhistas, no caso de a obra ter ficado muito tempo parada por razões que fogem ao controle dos operários.

Seguem abaixo outras recomendações que também são úteis:
• tijolos de barro devem ser cobertos com uma lona plástica;
• uma mureta de alvenaria para guardar areia evita que ela escorra com a água da chuva;
• um barracão para estocar materiais feito com placas de madeirite e coberto com telhas de fibrocimento.

Proteção passiva contra fogo em estruturas metálicas

Este artigo aborda os conceitos técnicos básicos da proteção passiva contra fogo de estruturas metálicas, como está a normalização sobre o assunto no Brasil, quais materiais estão disponíveis no mercado brasileiro para a proteção de estruturas, suas características e a aplicabilidade de cada sistema em nossas edificações.

1. INTRODUÇÃO
Ao contrário da proteção ativa que visa extinguir o incêndio, os objetivos básicos da proteção passiva são a compartimentação e o confinamento do sinistro, evitando sua propagação e mantendo a estabilidade estrutural do edifício por um tempo determinado.

De uma forma genérica, os elementos estruturais em aço perdem cerca de 50% de sua resistência mecânica quando aquecidos a uma temperatura em torno de 550ºC, conforme ilustra o gráfico abaixo. Este valor é conhecido como temperatura crítica do elemento estrutural, e pode ser calculado com maior precisão seguindo os procedimentos da NBR 14323 – Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situações de Incêndio.

2. DIMENSIONAMENTO DA PROTEÇÃO CONTRA FOGO EM ESTRUTURAS METÁLICAS 
Para o dimensionamento da espessura do material de proteção das estruturas, é necessário analisar dois parâmetros:

2.1. o tempo de resistência requerido ao fogo (TRRF): este parâmetro normalmente é determinado por uma legislação local ou através de normalizações pertinentes. No Brasil, o TRRF normalmente situa-se entre 30 minutos e 2 horas. Nos EUA, Europa e Japão os requisitos são mais rigorosos, atingindo-se até 4 horas.

As regulamentações, normas ou análises técnicas que definem os tempos de proteção para cada tipo de edificação levam em consideração vários aspectos, tais como:
• utilização da edificação (escola, escritório, hospital, shopping center, etc.);
• altura e área construída da edificação;
• compartimentação existente e outros sistemas de proteção complementares;
• Carga Combustível e Taxa de Ventilação.

2.2. o Fator de Forma (u/A) de cada elemento estrutural: o Fator de Forma (ou Fator de Massividade) representa a resistência de um determinado perfil metálico em uma situação de incêndio. Dois fatores influenciam o comportamento de uma estrutura sob a ação do fogo e o Fator de Forma é o resultado de sua relação matemática:

u/A = Perímetro / Seção 

a) Perímetro de Penetração de Energia "u" (exposição do perfil ao fogo) - quanto maior for a exposição ao fogo (e a incidência de energia térmica no aço), mais rapidamente a estrutura irá se aquecer e, conseqüentemente, atingir o estado de falência;
b) Área da seção reta "A" (massa do perfil) - a área da seção reta (transversal) do perfil está diretamente relacionada com sua massa. Assim, quanto maior a área da seção (ou sua massa), mais tempo o perfil irá levar para ser aquecido e atingir a temperatura crítica.

Na tabela 3 da NBR 14323 – Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situações de Incêndio – podem ser encontradas diversas fórmulas para o dimensionamento do Fator de Massividade de elementos estruturais.

Dimensionamento da Proteção
Existem dois métodos para calcular qual a espessura adequada do material de proteção:
a) a forma mais simples de cálculo é utilizar os resultados de ensaios reais de resistência ao fogo, fornecidos pelo fabricante na forma de uma carta de cobertura, onde as espessuras de proteção são facilmente determinadas;
b) pode-se calcular analiticamente, com base em dados dos materiais como densidade, condutividade térmica e calor específico. Esta metodologia é acurada, porém possui limitações, sobretudo quando os materiais sofrem mudanças físicas durante o incêndio, como é o caso de tintas intumescentes ou alguns materiais projetados que possuem fluídos cristalizados em sua composição.

3. NORMALIZAÇÃO
As normas da ABNT que abordam o tema são:
• NBR 14323/99 - Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situação de Incêndio: através desta norma, editada em julho de 1999 e baseado no Eurocode, é possível realizar cálculos que permitem determinar quando ocorrerá a falência da estrutura, permitindo assim um cálculo mais realista da necessidade e do rigor da proteção;
• Exigências de Resistência ao Fogo dos Elementos Construtivos das Edificações (Projeto 24:301.06-002/99): este projeto de norma tem previsão de edição para final de 1999 ou início de 2000 e aborda principalmente os tempos de proteção necessários para cada tipo de edificação.
• Outras normas, legislações e regulamentações estaduais que abordam este tema (como a C.B.I.T. 08 contida no Decreto Lei nº 46.076 de 2001 do Estado de São Paulo), são, em geral, baseadas nos documentos mencionados.


4. MÉTODOS E MATERIAIS PARA PROTEÇÃO DE ESTRUTURAS METÁLICAS
Existem diversas formas de proteção de estruturas metálicas, tais como recobrimento com alvenaria, concretos ou blocos celulares e a aplicação de materiais específicos. Os métodos mais racionais para a proteção são materiais desenvolvidos especificamente para esta finalidade.

No exterior, a evolução, a adequação dos produtos e a competitividade dos fabricantes destes materiais geraram produtos extremamente eficazes, com custos coerentes com as necessidades do mercado. No Brasil, somente a partir de 1997 observou-se uma evolução significativa neste campo, com a chegada dos maiores fabricantes mundiais de produtos para proteção passiva para estruturas metálicas (Isolatek International e Grace Construction). Estes e outros fabricantes desenvolveram produtos específicos para as mais variadas situações e a consulta a empresas idôneas responsáveis pela correta quantificação e aplicação dos materiais é fundamental para a perfeita relação entre materiais mais adequados e situação de proteção (eficiência do sistema).

4.1. Características x Custo
De uma forma geral, quanto maior o requinte estético e a resistência mecânica do material de proteção, maior o seu custo. Da mesma forma, os materiais mais rústicos e de resistência mecânica inferior são os mais baratos. Os principais materiais utilizados são listados abaixo, por ordem decrescente de custo:
• tintas intumescentes;
• concreto vermiculítico;
• placas rígidas;
• mantas de fibra cerâmica.
• materiais projetados (argamassas secas e úmidas).

4.2. Materiais de proteção
4.2.1. Materiais Projetados
• menor custo, dentre todos os sistemas;
• maior velocidade de aplicação;
• requerem limpeza após aplicação e controle de espessura na obra;
• desenvolvidos especificamente para a proteção de estruturas.

Os materiais projetados (ex.: argamassas úmidas como o Cafco 300 Refrasol/Isolatek) são os mais utilizados mundialmente para a proteção de estruturas metálicas, sendo especificados para a proteção dos maiores prédios do mundo. A introdução destes tipos de materiais no Brasil foi a maior responsável pela queda dos preços da proteção de estruturas metálicas. Estes materiais, desenvolvidos, em sua maioria, para áreas internas e abrigadas de intemperismos, reduzem significativamente prazos e custos de aplicação da proteção passiva contra fogo.

4.2.2. Mantas de fibra cerâmica e painéis de lã de rocha
• ideais para edificações em funcionamento;
• fornecidos prontos para instalação, necessitam de pinos de ancoragem para fixação;
• aplicação limpa, sem controle de espessura na obra;
• alguns tipos de acabamentos disponíveis, sempre com baixa resistência mecânica.

4.2.3. Tintas intumescentes
• boas opções (comercialmente, devido ao preço do material), principalmente até 60 minutos de proteção;
• excelente acabamento visual;
• necessidade de mão de obra muito especializada;
• requerem controle rigoroso de espessura (300µm a 6mm), condições climáticas e prazos entre as demãos e acabamento;
• podem permanecer expostos, tendo excelente resistência mecânica.

4.2.4. Placas rígidas
• acabamento similar às placas de gesso acartonado;
• permitem acabamento e pintura;
• boa resistência mecânica;
• ideais para colunas aparentes, com tempo de proteção entre 90 e 120 minutos.

4.2.5. Argamassas à base de vermiculita
• ideais para áreas industriais e equipamentos, com testes para petroquímica;
• aplicação lenta, requerendo elementos de ancoragem e limpeza posterior à aplicação;
• podem permanecer expostos e suportam intemperismos.

4.3. Comparação de custos

4.4. Evolução dos custos da proteção de estruturas

4.5. A escolha do material
Finalmente, para a correta escolha do material de proteção, deve-se levar em consideração diversos aspectos além de uma simples comparação de custos. Os mais importantes são:
• aparência, em função da necessidade ou não de requinte estético;
• resistência mecânica (especialmente em garagens, sistemas de retorno de ar condicionado, áreas de produção industrial, etc.);
• resistência a intemperismos para elementos externos ou expostos;
• requisitos dimensionais (interferências, espaços possíveis para ocupação, etc.);
• período da obra (limpeza necessária, viabilidade de soldagem de ancoragens, etc.);
• procedência, testes e locais onde os materiais tenham sido aplicados;
• velocidade de aplicação;
• capacitação técnica da empresa escolhida e dos funcionários;
• custo.


Autores: José Carlos de Almeida Camargo é Diretor e José Carlos de Almeida Camargo Jr. é Gerente de Operações da Refrasol Comercial Internacional Ltda., empresa especializada na aplicação de sistemas para proteção contra fogo de estruturas metálicas e que mantém parcerias com as maiores empresas mundiais de proteção de estruturas metálicas. A Refrasol é aplicadora oficial da Isolatek International e é a empresa com maior área de proteção passiva aplicada no país. Para maiores informações, entrar em contato através do site www.refrasol. com.br ou pelo e-mail engenharia@refrasol.com.br.

Alvenaria Externa

Superfícies novas: aguarde a cura/secagem do reboco, que é de 30 a 45 dias. Lixe utilizando uma lixa de ferro grana de 100 a 180, fazendo limpeza e a remoção do pó com escova ou pano úmido. Aplique 1 demão de Selador Acrílico diluído em 15% com água com rolo de lã de pêlo baixo ou pincel, a fim de uniformizar a absorção da superfície, proporcionando um excelente poder de enchimento e cobertura.

Repintura: limpe a superfície eliminando partes soltas, poeira e manchas de gorduras (lavando com água e sabão) e o mofo (limpando com solução de água sanitária e água na proporção de 1:1, molhando constantemente a superfície com a solução durante um período de 6 horas, enxaguando bem e aguardando a secagem).

Superfícies que apresentam caiação/reboco fraco/descascamento/calcinação/desagregamento ou tempo insuficiente de cura/secagem: efetue a raspagem para remoção de partes soltas com espátula de aço, escovando e limpando com pano úmido em água para eliminação do pó. Para estes casos, deverá ser aplicado uma demão de Fundo Preparador de Paredes.

Caso deseje um acabamento mais fino ou necessite corrigir pequenas imperfeições, aplicar duas demãos Massa Acrílica tornado a superfície lisa. Espere secar. Lixe com lixa para massa grana 150 a 180. Elimine o pó com pano umidecido em água.

Construção em Aço

Menor tempo de execução: 
A estrutura metálica é projetada para fabricação industrial e seriada, de preferência, levando a um menor tempo de fabricação e montagem. 

Maior confiabilidade:
Devido ao fato do material ser único e homogêneo, com limites de escoamento e ruptura e módulo de elasticidade bem definidos, além de ser uma estrutura fabricada e montada por profissionais qualificados. 

Maior limpeza de obra:
Devido à ausência de entulhos, como escoramento e fôrmas. 

Maior facilidade de transporte e manuseio:
Em função da maior resistência do material, as peças de aço são menores, com menor peso relativo, facilitando assim o carregamento, transporte e manipulação.
Maior facilidade de ampliação:
É bastante frequente a necessidade de ampliação de estruturas industriais, ocasião em que a expansão deve ser executada sem interferir nas outras atividades: isto só é possível devido à precisão e menores dimensões das peças e à fabricação fora do local da obra. 

Maior facilidade de montagem:
Sendo a estrutura de aço feita em regime de fabricação industrial, a equipe montadora já recebe as peças nos tamanhos definidos, com as extremidades preparadas para soldagem ou aparafusamento durante a montagem; esta é rápida e eficiente, feita com mão de obra qualificada e equipamentos leves. 

Facilidade de desmontagem e reaproveitamento:
A estrutura de aço tem a seu crédito o valor residual que não é perdido com a execução da obra, pois ela pode ser desmontada e transferida para outro local sem maiores problemas.

Facilidade de vencer grandes vãos:
A maior resistência do aço, conduz à melhoria das condições para vencer grandes vãos, com menores dimensões das peças e menores pesos. 

Precisão das dimensões dos componentes estruturais:
Como a fabricação obedece a rigorosas especificações dimensionais, pode-se encomendar todos os acessórios antecipadamente, sejam portas, janelas, basculantes e outros. Menores são também os gastos com alvenarías e argamassas; no caso de prédios, após a montagem da estrutura, ela está totalmente nivelada e aprumada, o que serve de guia para as demais etapas.

Maior facilidade de reforço: 
Quando houver necessidade de aumento de carga, a estrutura pode ser fácilmente reforçada, em alguns casos com a colocação apenas de uma chapa numa viga ou coluna.

Resistência à corrosão:
O aço apresenta excelente resistência à corrosão atmosférica desde que determinados cuidados sejam tomados.Para melhorar ainda mais a resistência do aço à corrosão, protege-se a estrutura com pintura e/ou galvanização; pode-se ainda trabalhar com aços de alta resistência à corrosào atmosférica, que são capazes de durar quatro vezes mais que os aços comuns.


(*) aço-carbono comum
(**) aço de alta resistência à corrosão

Redução da carga nas fundações:
A grande conseqüencia da alta resistência do aço aos esforços de tração, compresão e cisalhamento é o enorme alivio de cargas para as fundações. As estruturas em aço são cerca de 6 vezes menos pesadas que as estruturas em concreto.

Menores dimensões das peças:
A elevada resistência das peças executadas em aço, leva automáticamente, a menores dimensões. No caso de colunas, obtêm-se maior área útil e menores pesos; no de vigas, menores alturas (metade das do concreto) e menores pesos.

Dicas de Pinturas

Se você tem dúvida na hora de pintar, comece por tons leves. Mas caso você queira ousar um pouco mais, aplique somente alguns detalhes com cores mais fortes. As cores podem transformar o seu espaço. Inove a decoração de sua casa e experimente novas idéias.

A disposição das cores pode mudar seu ambiente.

Para encurtar seu ambiente: Aplique tons escuros nas paredes menores. Essa técnica é recomendada para espaços muito compridos/retangulares.

Para alongar seu ambiente: Aplique cores mais escuras em duas paredes opostas. Essa técnica é ideal para espaços quadrados.

Para disfarçar objetos: Pinte a parede com cores próximas a do objeto.

Para valorizar objetos: Pinte a parede com cores contrastantes a do objeto.

Para rebaixar o teto: Você deve aplicar cores mais claras nas paredes e uma cor mais escura no teto.

Para elevar o teto: Você deve aplicar cores mais escuras nas paredes e uma mais clara no teto.

Para alargar o corredor: Você deve pintar as paredes menores e o teto com tons mais escuros. As outras paredes devem ser pintadas com cores mais leves. 

Para alongar a parede: Você deve aplicar duas cores numa mesma perde, com a divisa à meia altura. Pinte com cores mais escuras a parte inferior e utilize tons leves na parte superior.

Para encurtar a parede: Você deve aplicar duas cores numa mesma parede, com divisa à meia altura. Pinte com cores mais claras a parte inferior e utilize tons.

Economize energia na Soldagem

Independente desta medida, Economia de Energia Elétrica ou Utilização Eficiente da Energia Elétrica, deve ser uma preocupação constante de todos aqueles que executam qualquer soldagem, pois ao contrário, seus custos de solda e de sua empresa serão afetados.

Em muitos Países, este cuidado é comum e fundamental no momento da aquisição de qualquer equipamento de solda. Não é somente o preço que é considerado, mas também a:
• EFICIÊNCIA ELÉTRICA DO EQUIPAMENTO - SEGURANÇA - CICLO DE TRABALHO
• GARANTIA - RECURSOS - TRIFÁSICO ou BIFÁSICO - CUSTO DA MANUTENÇÃO . . . 

Vamos falar somente da Soldagem ao Arco Elétrico a qual utiliza a Energia proveniente da Rede de Distribuição Elétrica, processos que respondem por mais de 70% das soldas executadas na Indústria Metal-Mecânica. 

Na Soldagem Elétrica, o Calor utilizado para fusão do metal provem da Energia da Rede Elétrica, na qual a Fonte de Solda está conectada. Este Calor é gerado pela Corrente e Tensão no Arco Elétrico, pois Solda nada mais é do que um Curto Circuito entre dois pólos. 

A Energia Elétrica retirada da rede é modificada - por diferentes meios - para se obter na saída da Fonte, a quantidade da Corrente(A) e Tensão(V) necessários para o processo de Solda. 

Nesta Modificação, a relação da Potência da Saída ( kW ) para a de Entrada ( kW ) ocorrem perdas geradas pela resistência interna e das características da Fonte de Solda e muitas outras perdas são ocasionadas por instalação incorreta do equipamento, como um todo. 

As perdas são mais intensas em Fontes que apresentam Baixa Eficiência Elétrica como é o caso das Fontes Bifásicas. 

Muitos negócios são realizados, na nossa opinião, somente comercialmente, deixando-se de lado os aspectos técnicos e este esquecimento pode custar muito caro para sua operação. 

Um exemplo clássico de desperdício e perda de energia elétrica, são os pequenos Transformadores, vendidos aos milhares mensalmente, em nosso País, para uso, principalmente por Serralherias e em pequenos serviços de Manutenção. 

O usuário compra estes Transformadores pelo baixo preço de venda do mercado, mas esquece de considerar os pontos acima. 

Muitos Transformadores, não possuem Chave para Desligar o Equipamento quando não está sendo usado e nenhuma proteção Térmica ou Elétrica que possa proteger o Soldador ou o Patrimônio do usuário. Também, são Bifásicos ? por força da tecnologia ? o que aumenta ainda mais o consumo da Energia Elétrica e quando não estão soldando ficam ligados e consumindo energia. É como deixarmos uma Torneira de Água aberta aos sairmos de casa. 

Nas aplicações Industriais, onde utilizam-se Processos de Soldagem que apresentam maior demanda de energia devido a Potência de Solda necessária, as Fontes de Solda são usualmente Trifásicas ? por força da tecnologia e processos ? e podem também gerar grande desperdício de Energia Elétrica com aumento expressivo nos custos da Produção, se não forem adquiridas corretamente ou por apresentarem Baixa Eficiência Elétrica. 

A Fonte de Solda ideal seria aquela que apresenta uma relação de 1:1, ou seja, se obter na Saída da Fonte a mesma Energia/Potência retirada da Rede Elétrica. Seria uma Eficiência Elétrica de 100%. 
Como isto não é possível, - sempre há perda de energia causada pela resistência interna da Fonte - há no mercado fornecedor de equipamentos de solda, Fontes que apresentam menor ou maior Eficiência Elétrica e isto é fundamental quando se adquire o produto. 

Algumas Fontes de Solda, mesmo Industrial, apresentam Eficiência Elétrica abaixo de 60%, o que a grosso modo seria o mesmo que dizer " sua empresa está desperdiçando 40% da Energia Elétrica e que não foi consumida no seu processo produtivo ". 

No final do mês, sua empresa paga este desperdício ou pode estar representando um excesso que pode comprometer a demanda contratada com a concessionária da energia elétrica. 

E não estamos citando os Geradores de Solda Rotativos, ainda em uso em muitas empresas, que consomem uma enorme quantidade de energia mesmo sem soldar. Mais de 80 kW/hora. Consumo de Energia em Vazio ( Máquina ligada sem estar soldando ) A Fonte de Solda quando não está soldando, consome energia elétrica pelo sistema de ventilação e alimentação dos controles internos. Esta energia é chamada de Consumo em Vazio.
Existem Fontes que por terem o Ventilador ligado direto gera um consumo maior que 2 kW.
O que pode representar em custo para uma empresa com 10 - 50 - 200 Equipamentos ? contratada com a concessionária da energia elétrica. 

Muitas outras causas ocasionam desperdício de Energia Elétrica e Custos Elevados de Manutenção causados pelo Equipamento de Solda, tais como ; Alta Impedância nos Circuitos, Harmônicas na Rede Elétrica, Utilização Incorreta do Equipamento ou Processo, Fonte de Solda super ou sub-dimensionada, etc. contratada com a concessionária da energia elétrica. 

Por Que a diferença na Eficiência Elétrica e Maior Consumo entre as Fontes de Solda ? 
O primeiro motivo é Projeto. Algumas empresas desenvolvem e fabricam a Fonte de Solda para operar no limite ou utilizam tecnologia e materiais para VENDER o produto. Ou seja, torna-se uma questão comercial. Novamente serve de exemplo os Transformadores para Serralherias. Diversas empresas os fabricam sem uso de critérios normativos, sacrificam a questão Segurança, Eficiência e outros critérios importantes para sua utilização. O que os torna, obviamente, baratos. Nas Fontes de Solda para utilização industrial não é muito diferente, pois muitas, mesmo de procedência estrangeira, apresentam baixa Eficiência Elétrica, falta de Segurança e baixa Qualidade, desde o projeto à sua fabricação. Custo inicial baixo pode ser desperdício futuro.
Uma comparação da Qualidade entre estes Equipamentos pode ser feita pela Garantia oferecida pelos Fabricantes. Enquanto alguns oferecem 06 meses ou 1 ano de Garantia contra Defeito ou Vício de Fabricação, outros oferecem até 03 anos de Garantia Total. Portanto, esta é uma justificativa bastante forte na diferença da Qualidade e nos Preços de Venda.
Um outro motivo seria o Comercial. A necessidade, por diversas razões, de se VENDER, gera uma concorrência onde, aliado ao motivo Projeto, as vezes, fica comprometida e impossibilitada a fabricação de Fontes de Solda e outros componentes do processo, que apresentem Tecnologia agregada ao Produto e que possam oferecer Benefícios ao usuário como: Economia de Energia, Maior Eficiência no Processo, Facilidade na Manutenção, etc. afetando diretamente os custos da Produção, Competitividade da Indústria Nacional e apoio a Programas de Qualidade e, no caso presente, ao de Economia da Energia Elétrica. contratada com a concessionária da energia elétrica. 

O que seria então o ideal ? 
Adquirir equipamentos Projetados e Fabricados segundo normas que regulamentam a Fabricação de Equipamentos Elétricos e outros tais como NEMA - CSA - UL - ABNT - entre outras, Nacionais e/ou Estrangeiras, que possibilitem oferecer ao usuário/comprador ; Segurança no uso do Produto - ao Operador e ao Patrimônio. Melhor Eficiência - minimizando os gastos e perdas com Energia Elétrica. Operar de acordo com o Ciclo de Trabalho especificado pelo produto - para atender os requisitos do serviço e aplicação. Garantia na Qualidade do Produto - justificando o investimento do comprador. Repetibilidade na Performance - garantindo os parâmetros e a qualidade no serviço. Menor Custo de Manutenção - muitos equipamentos apresentam custo inicial baixo e preços elevados nas peças de reposição. Calculando a Eficiência da Energia ! 

Ao adquirir uma Fonte de Solda, pergunte ao fornecedor a Eficiência do Equipamento. Solicite a Eficiência em diversas Faixas de Operação ( Ampères X Volts ). Pergunte também qual o consumo quando a Fonte está ligada e não soldando. Para Calcular os Custos da Energia, contate a concessionária de energia local ou verifique pelas suas contas pagas mensalmente quanto paga de energia ( kW/hora ).
Procure saber também com a concessionária, se há multas quando se ultrapassa a demanda ou custo diferenciado em horários do Pico de Consumo. 
Para Calcular a Eficiência de Energia da Fonte de Solda use a seguinte formula : [ Ampères na Saída X Volts na Saída ] ¸ 1000 = Potência na Saída ( kW ) Potência na Saída ¸ Eficiência Elétrica da Fonte = Potência na Entrada ( kW ) 
Para Calcular os Custos da Energia para a Fonte de Solda use a seguinte formula : Potência na Entrada-kW X Tempo de Solda ] + [ Consumo em Vazio X Tempo em Vazio ] = kW/hora kW hora X Custo da Energia em kW/hora = Custo OBS = Consumo em Vazio é a Fonte Energizada mas não soldando. 

A Economia de Energia Elétrica e Eficiência são importantes mesmo que a Fonte permaneça 75% do Tempo em Vazio ( sem soldar mas energizada ). 

Importante: Algumas Fontes de Energia possuem um Sistema de Ventilação Automático, ou seja o Ventilador somente opera quando necessário. Este sistema permite Economia de Energia Elétrica e minimiza a entrada de poluentes no interior da máquina, reduzindo o nível de ruído no ambiente, a periodicidade de manutenção e riscos de danos internamente na Fonte. 

Lembre-se de Calcular seus Custos considerando a quantidade de equipamentos em operação na sua empresa. Com a Economia de Energia Elétrica e adquirindo Fontes de Solda com Eficiência superior a 75%, o retorno de investimento é garantido e varia na ordem de 2 a 5 anos. Somente com a economia de energia elétrica. 

Considere substituir os Equipamentos Atuais por equipamentos que ofereçam maior Eficiência Elétrica, como as Fontes Inversoras ou Tiristorizadas por exemplo. Algumas Fontes Inversoras oferecem Eficiência Elétrica de aproximadamente 85% e Fontes Tiristorizadas de até 80%, dependendo da Construção do Transformador.

Equipamentos de segurança para os operários da construção civil

Os principais equipamentos de segurança para os operários da construção civil e seus respectivos custos médios (*) são:

CAPACETE - dispositivo básico de segurança em qualquer obra. O casco é feito de material plástico rígido, de alta resistência à penetração e impacto. É desenhado para rebater o material em queda para o lado, evitando lesões no pescoço do trabalhador. É utilizado com suspensão, que permite o ajuste mais exato à cabeça e amortece os impactos.
Preço: R$ 12,00/unidade. 

CALÇADOS - podem ser botas ou sapatos. As botas, feitas de PVC e com solado antiderrapante, são usadas em locais úmidos, inundados ou com presença de ácidos e podem ter canos até as virilhas. Os sapatos são de uso permanente na obra. A versão com biqueira de aço protege de materiais pesados que podem cair nos pés do usuário. Em serviços de soldagem ou corte a quente são usadas perneiras de raspa de couro.
Preço: R$ 20,00.

LUVAS - é o equipamento com maior diversidade de especificações. São nove tipos básicos de luvas existentes no mercado atualmente. Elas podem ser de:
• Amianto (para altas temperaturas);
• Raspa de couro (soldagern ou corte a quente);
• PVC com forro de malha fina (produtos químicos);
• PVC sem forro (permite maior mobilidade que a versão forrada);
• PVC sem forro e 7cm de punho (protege apenas as mãos, mas é bastante maleável);
• Borracha (serviços elétricos, divididos em cinco classes, de acordo com a voltagem);
• Pelica (protege as luvas de borracha contra perfurações);
• Lona com punho de malha (evita riscos e cortes no manuseio de materiais leves);
• vinílica (protege da radiação infravermelha ou ultravioleta).
Preço: R$ 2,50/par.

ÓCULOS - são especificados de acordo com o tipo de risco, desde materiais sólidos perfurantes até poeiras em suspensão, passando por materiais químicos, radiação e serviços de solda ou corte a quente com maçarico. Nesse último caso, devem ser usadas lentes especiais.
Preço: R$ 20,00.

RESPIRADORES - asseguram o funcionamento do aparelho respiratório contra gases, poeiras e vapores. Contra poeiras incômodas é usada a máscara descartável. Os respiradores podem ser semifaciais (abrangem nariz e boca) ou faciais (nariz, boca e olhos). A especificação dos filtros depende do tipo de substância ao qual o trabalhador está exposto.
Preço: R$ 25,00.

ESCUDOS E MÁSCARAS - protegem os olhos e o rosto contra fagulhas incandescentes e raios ultravioleta em serviços de soldagern. As máscaras diferem dos escudos por não ocupar nenhuma mão do trabalhador. As lentes variam de acordo com a intensidade da radiação. Os protetores faciais também asseguram proteção contra projeção de partículas, mas proporcionam visão panorâmica ao usuário.
Preço da máscara: R$ 15,00.

PROTETORES AURICULARES - protegem os ouvidos em ambientes onde o ruído está acima dos limites de tolerância, ou seja, 85dB para oito horas de exposição.
Preço: R$ 25,00.

AVENTAIS - protegem o tórax, o abdômen e parte dos membros inferiores do trabalhador. Os aventais podem ser de raspa de couro (para soldagem ou corte a quente) ou PVC (contra produtos químicos e derivados de petróleo).
Preço: R$ 10,00.

CINTURÕES - evitam quedas de trabalhadores, acidentes muitas vezes fatais. Feitos de couro ou náilon, possuem argolas que se engancham em um cabo preso à estrutura da construção. O cinto de segurança limitador de espaço tem como função reduzir a área de atuação do usuário, não substituindo o cinturão pára-quedas.
Preço: R$ 20,00.

COLETE REFLEXIVO - feito de tecido plastificado laranja, é bastante usado em trabalhos com risco de atropelamento.
Preço: R$ 20,00.

CAPA DE CHUVA - protege o trabalhador contra a chuva.
Preço: R$ 12,00.

(*) Os valores dependem do padrão do produto e da quantidade negociada.

Metais Ferrosos

A pintura das superfícies de metal ferroso, se faz necessário em virtude de ser a solução mais econômica para proteção contra a corrosão.

Metais ferrosos novos: remover o primer de serralheiro com Removedor, que deverá ser aplicado com pincel em camada farta, deixando agir por 20 minutos. Após, remover as partes soltas com espátula de aço e limpar a superfície para remoção dos resíduos do removedor.

Elimine os pontos de ferrugem lixando com lixa para ferro grana 100 a 180 e limpando com pano umedecido em aguarraz e deixe secar. Aplique uma demão de Zarcão ou Fundo Universal, diluído em 10% com aguarraz, com rolo de espuma ou pincel, para proteger a superfície da ferrugem. Deixe secar entre 18 e 24 horas e lixe com lixa para ferro grana 180 até eliminação total do brilho e elimine o pó com pano umedecido em aguarraz.

Obs.: Não deixe as peças protegidas somente pela tinta de fundo por mais de uma semana, pois decorrido este prazo, a aderência da tinta do acabamento ficará prejudicada.

Pintura na Construção Civil

Na construção civil a pintura representa uma operação de grande importância, uma vez que as áreas pintadas são, normalmente, muito extensas, implicando num alto custo. Há uma tendência natural em considerar a pintura uma operação de decoração, porém, além de decorar e proteger o substrato, a tinta pode oferecer melhor higienização dos ambientes, servindo também para sinalizar, identificar, isolar termicamente, controlar luminosidade e podendo ainda ter suas cores utilizadas para influir psicologicamente sobre as pessoas.

À primeira vista, uma parede interna ou uma fachada bem acabada aparenta formar a base ideal para receber uma pintura, entretanto, a pintura sobre superfícies de reboco ou de concreto não é assim tão simples como parece, constituindo-se num problema onde os riscos e as dificuldades surgem em grande número. Os materiais de construção empregados na preparação e no acabamento das paredes são quimicamente agressivos, podendo, conseqüentemente, atacar e destruir as tintas aplicadas sobre elas.

Os materiais de alvenaria podem conter considerável quantidade de água, apresentar porosidade excessiva ou irregularmente distribuída, bem como sais minerais ou cal incorretamente carbonatada, estando sujeitos à degradação progressiva que terminará por reduzir ou destruir a firmeza destas paredes, e com elas o sistema de pintura empregado.

A alcalinidade das paredes pode provocar a saponificação das tintas formando manchas, com posterior amolecimento ou descascamento do filme.

A presença de água pode promover o aparecimento de bolhas e impedir a aderência das películas, além de favorecer a formação de mofo.

A porosidade irregular pode causar variações no brilho, na cor ou prejudicar a aderência da tinta.

A presença de sais minerais pode causar a formação de depósitos cristalinos, descascamento, empolamento, etc.

O resultado final de um sistema de pintura é o produto direto do adequado preparo da superfície:

• a superfície deverá estar firme, limpa, seca, isenta de poeira, gordura, sabão, mofo, etc.;
• todas as partes soltas ou mal aderidas devem ser eliminadas através de raspagem ou escavação da superfície;
• imperfeições profundas das paredes devem ser corrigidas com massa acrílica em superfícies externas ou internas ou com massa PVA em superfícies internas;
• manchas de gordura ou graxa devem ser eliminadas com água e detergentes;
• paredes mofadas devem ser raspadas e a seguir lavadas com uma solução de água e água sanitária (1:1) e a seguir lavadas e enxaguadas com água potável;
• no caso de repintura sobre superfícies brilhantes, o brilho deve ser eliminado com uma lixa fina. 

Além desses cuidados, outras considerações devem ser levadas em conta em relação à superfície que será pintada:

Concreto e reboco - aguardar pelo menos 30 dias para cura total. Sobre rebocos fracos, deve-se aplicar o fundo preparador de paredes para aumentar a coesão das partículas da superfície, evitando problemas de má aderência e descascamento. Quando essas superfícies tiverem absorções diferenciadas, deverá ser aplicado um selador acrílico pigmentado para uniformizar a absorção. O concreto deve estar seco, limpo, isento de pó, sujeira, óleo e agentes desmoldantes.

Cimento amianto - é uma superfície altamente alcalina, sendo indicada a aplicação de um fundo resistente à alcalinidade para selar a superfície. Este procedimento não é necessário se for utilizado látex acrílico, que tem excelente resistência à alcalinidade.

Pisos - só podem ser pintados os tipos porosos, pois pisos vitrificados (concreto liso, ladrilhos, etc.) não proporcionam boa aderência. O piso deverá estar limpo e seco, isento de impregnações (óleo, graxa, cera, etc.). Pisos de concreto liso (cimento queimado) devem ser submetidos a um tratamento prévio com solução de ácido muriático e água (1:1), que terá a finalidade de abrir porosidade na superfície. Após esse tratamento, o piso deve ser enxaguado, seco e então pintado. O tratamente com ácido muriático é ineficaz sobre pisos de ladrilhos vitrificados.

Madeira - deve ser limpa, aparelhada, seca e isenta de óleos, graxas, sujeiras ou outros contaminantes. Madeiras resinosas ou áreas que contém nós devem ser seladas com verniz. Um procedimento aconselhável é selar a parte traseira e os cantos da madeira antes de instalá-la, para evitar a penetração de umidade por esse lado. Uma cuidadosa vedação de furos, frestas, junções é necessária para prevenir infiltrações de água de chuva.

Ferro e aço- materiais muito vulneráveis à corrosão. Devem ser removidos todos os contaminantes que possam interferir na aderência máxima do revestimento, inclusive a ferrugem; o processo de preparo depende do tipo e concentração dos contaminantes e as exigências específicas de cada tipo de tinta. Alguns tipos de tinta têm uma boa aderência somente quando a superfície é preparada com jateamento abrasivo, que produz um perfil rugoso adequado para a perfeita ancoragem do revestimento.

Alumínio - é um metal facilmente atacado por ácidos ou álcalis, e sua preparação deve constar de uma limpeza com solventes para eliminar óleo, gordura, graxas, ou outros contaminantes. Aplicar inicialmente um primer de ancoragem para garantir uma perfeita aderência do sistema de pintura.

Ferro galvanizado - é um metal ferroso com uma camada de zinco, usado para dar proteção à corrosão por mecanismos físicos e químicos, portanto, não é o ferro que será pintado, mas sim zinco, que é um metal alcalino. As superfícies galvanizadas devem ser limpas, secas e livres de contaminantes. Um primer específico para este tipo de superfície, também denominado primer de aderência, deve ser aplicado inicialmente.

Superfícies emassadas - são, em sua maioria, muito absorventes e sujeitas à contaminação pela poeira residual, proveniente da operação de lixamento. Para garantir boa aderência do acabamento a ser aplicado, é fundamental, após o lixamento, a máxima remoção do pó residual produzido. Em seguida, deve ser aplicado um selador tipo incolor, que penetrará e selará a massa. A própria tinta de acabamento poderá ser utilizada diretamente sobre a superfície emassada, desde que a 1ª demão, servindo de seladora, seja aplicada com maior diluição. Acabamentos à base de água devem ser diluídos, como regra, de 50 a 100% por volume. Acabamentos à óleo ou sintéticos devem ser diluídos na condição máxima recomendada, conforme o método de aplicação e solvente.

Superfícies mofadas - devem ser cuidadosamente limpam, com a total destruição destas colônias. Para tanto, deve-se escovar a superfície, e, a seguir, lavá-la com uma solução de água potável e água sanitária (1:1), deixando agir por cerca de 30 minutos, após o que a superfície deve ser novamente lavada com água potável, aguardando a completa secagem antes de iniciar a pintura.

Superfícies caiadas - não oferecem boa base para pintura, tornando-se necessário uma raspagem completa seguida de aplicação do fundo preparador de paredes.

Superfícies já pintadas - quando a superfície estiver em boas condições, será suficiente limpá-la bem, após um lixamento, e a seguir aplicar as tintas de acabamento escolhidas. Quando em má condições, a tinta antiga deve ser completamente removida e a seguir deve-se proceder como se fosse superfície nova.

Catálogo técnico "Pintura na Construção Civil".

Roteiro da economia para construtora de casa

Da escolha do terreno aos acabamentos, a construção pode ter seus custos significativamente reduzidos, desde que o processo tenha um planejamento e uma organização adequado. As dicas abaixo buscam, de forma bastante resumida e simplificada, mostrar como:

COMPRA DO TERRENO

• Se possível, escolher um terreno plano, o que representará menos gastos com terraplanagem e fundações;

• Para avaliar o solo, é importante contratar uma empresa de sondagem; caso o resultado apresente um solo de boa resistência superficial, será possível utilizar uma fundação tipo sapata corrida (uma laje armada horizontalmente, de 50 a 60cm, em valas de aproximadamente 1 metro de profundidade), que consome menos concreto;

• Em um lote acidentado é possível fazer terraplanagem, mas a necessidade de fazê-la ou não será definida pelo projeto arquitetônico, que pode tirar proveito da inclinação ou dos acidentes naturais do lugar;

• Para terrenos em declive, uma solução pode ser a utilização de uma estrutura independente.

PROJETO

• É altamente recomendável investir na contratação de um arquiteto ou engenheiro civil, informando a este profissional o quanto se pretende gastar com a construção;

• Revisar o projeto e esclarecer todas as dúvidas até o fim. É muito mais fácil e barato solucionar erros e pedir mudanças na fase do projeto do que derrubar paredes durante a obra;

• O telhado é um dos itens mais caros da construção; mansardas e outros recortes no desenho da cobertura representam mais custos de material e mão de obra;

• Concentrar banheiros e cozinha numa mesma área permite otimizar o uso da tubulação hidráulica necessária;

• Sobrados geralmente custam menos que casas térreas; com o mesmo telhado cobre-se o dobro de área construída, além de utilizar-se praticamente o mesmo tipo de fundação;

• A construção de ambientes como adega e salão de jogos somente devem ser previstos caso sejam realmente utilizados;

• Uma planta cheia de recortes dificulta a execução do serviço, requer mais material e representa mais área de pintura;

• Recortes em pisos de cerâmica, azulejos e outros materiais de acabamento (para assentamento nos cantos) são fonte de desperdício, pois dificilmente é possível aproveitar as sobras. Ambientes projetados com dimensões adequadas às medidas-padrão desses materiais evitam essas perdas.

PLANEJAMENTO

• Depois que o projeto estiver completamente definido, é necessário um planejamento da obra. Elaborada em conjunto com o profissional responsável pela obra, uma planilha pode registrar a ordem de execução dos serviços, duração e custo de cada fase da obra, evitando-se gastos com mão-de-obra e/ou materiais não necessários no momento;

• O fluxo de caixa deve ser controlado para não correr o risco de parar a obra por falta de dinheiro (obra demorada é sempre mais cara). Anotar na planilha todos os gastos e sempre guardar recibos e notas fiscais, pois eles serão úteis para declaração do Imposto de Renda e para enfrentar eventuais problemas legais;

• Mesmo que os materiais de acabamento ainda não tenham sido escolhidos, devem ser anotadas na planilha especificações dadas por quem fez o projeto, como tamanho, espessura, tonalidade, classe de abrasão e nível de absorção de água das cerâmicas, o mesmo valendo para outros itens, como madeira e carpete, poupando tempo na hora de pesquisar e comprar.

CONTRATAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA

• Preferencialmente, somente chamar profissionais conhecidos ou indicados por amigos ou parentes; se possível, é bom ver um trabalho pronto;

• Utilizar uma equipe que normalmente trabalha para o seu arquiteto ou engenheiro pode ser mais cômodo, mas nem sempre sai mais em conta. Caso outros operários competentes e de confiança sejam conhecidos, verificar com o profissional responsável pela obra se não há empecilhos, fazer a cotação com os dois grupos e então decidir;

• Quando se tem um empreiteiro, é ele o responsável pela contratação e pagamento de encargos trabalhistas. Se a administração da obra não contar com esse profissional, é importante estabelecer uma relação contratual por escrito com os operários, especificando o tipo de serviço que se espera deles, o prazo e o valor. Não se deve esquecer de recolher o INSS dos trabalhadores, caso contrário esse valor terá que ser acertado de uma só vez ao requerer o Habite-se à prefeitura, evitando problemas com a Justiça do Trabalho;

• Determinar uma forma de pagamento baseada na produção, estabelecendo assim que o pagamento da mão-de-obra ficará condicionado ao cumprimento de determinadas etapas e prazos;

COMPRA DE MATERIAIS

• Pesquisar exaustivamente os preços de materiais e pedir orçamentos por escrito. Para poupar tempo, verificar se a loja fornece orçamentos por fax ou e-mail. Fazer a pesquisa levando em conta os parâmetros estabelecidos pelo profissional que elaborou o projeto, tentando achar a melhor relação entre qualidade e preço (não esquecendo que, além do custo de construção, há também um de manutenção, ou seja, materiais de baixa qualidade só são economia a curto prazo, e em pouco tempo a obra começará a apresentar problemas);

• Lembrar de incluir o frete na conta da pesquisa, caso necessário;

• Às vezes, é possível fechar um pacote para a compra de uma grande quantidade de materiais numa única loja e, assim, negociar um desconto ou o pagamento a prazo. A pechincha é regra básica;

• Tentar, se possível, fazer compras em conjunto caso haja vizinhos construindo perto. Quanto maior a quantidade de material encomendado, maior o poder de barganha para negociar preços, além de ser possível dividir os custos de frete;

• Conferir se o material entregue na obra é o mesmo comprado e se está na quantidade certa. Cuidados redobrados devem ser tomados com material a granel, como areia;

• Pesquisar também em lojas de materiais de demolição e cemitérios de azulejos. Neles é possível encontrar muita coisa em bom estado e por um bom preço (nas capitais onde virou moda materiais de demolição, eles chegam a custar mais caro que o material novo. A alternativa é procurar em cidades pequenas ou nas proprias demolições);

• A compra antecipada de materiais de acabamento deve ser feita considerando uma margem de aproximadamente 10% de sobras para cobrir quebras e consertos futuros;

ACOMPANHAMENTO

• É importante acompanhar de perto a obra para ter certeza de que o planejamento está sendo cumprido e de que não há desperdícios. Caso isso não seja possível, deve-se escolher um profissional competente e de confiança para tanto.

ESTOCAGEM

• Observar o prazo de validade de materias como o cimento. Não deve ser armazenada muita quantidade nem com muita antecedência (a planilha ajuda essa programação);

• O material deve estar protegido da chuva, vento e outras intempéries. A areia e o cimento têm que ser cobertos, a madeira em local abrigado e com ventilação. Evitar deixar materiais em caixas de papelão ao relento;

• Evitar construir no período mais chuvoso de sua região.

ACABAMENTO

• Evitar comprar materiais da moda; os tradicionais, além de ser mais baratos, são mais fáceis de repor;

• Pisos de cimento queimado coloridos podem substituir mármores e granitos em locais que pedem resistência a um custo baixo. Se não for bem executado, o piso pode rachar;

• Paredes internas não precisam de reboco, podendo-se pintar diretamente o tijolo aparente com latéx, economizando massa e mão de obra. Nas paredes externas é possível aplicar um reboco feito com areia naturalmente colorida, que custa o preço do reboco normal e não precisa de pintura. Para maior garantia, pode-se fazer uma proteção com silicone;

• Materiais de acabamento nobre mais baratos podem ser encontrados, junto aos fornecedores, em promoção ou sobras;

• Seguir a linha da parede no assentamento de pisos e azulejos consome menos peças; a colocação na diagonal requer mais recortes, implicando em mais material para cobrir a mesma área;

• Os azulejos não precisam ir até o teto; as meias-paredes podem receber um barrado colorido para complementação;

• Evitar esquadrias desnecessárias, pois, individualmente, elas são o item mais caro da obra. Elementos vazados podem eventualmente substituir algumas delas sem prejuízo da iluminação ou ventilação;

• No entulho da obra podem existir materiais que podem ser reutilizados (por exemplo, pedriscos que sobram a cada peneirada de areia podem virar um caminho no jardim);

• Se possível, utilizar peças de linha, em tamanho-padrão, para gabinetes, pias e espelhos



Revista Arquitetura & Construção 


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